SINDIJORPR DENUNCIA RPC – GRPCOM: 50 demissões em 3 anos

Em menos de um mês o GRPCOM mais uma vez conseguiu quebrar um novo recorde. Dessa vez, demitiu 4 funcionários do esporte, de uma equipe de 12 profissionais. Pra não falar de outras 46 demissões realizadas nos últimos anos pelo maior grupo de comunicação do Paraná (veja Demissômetro do Sindijor aqui).

Com atitudes como essas, a empresa, dirigida pelos irmãos Guilherme Cunha Pereira e Ana Amélia Filizola, demonstra de que maneira trata seus funcionários. Contrariando as campanhas institucionais para demonstrar que é uma empresa preocupada com cidadania e tudo o mais, trata os jornalistas como peças descartáveis. Como se não tivessem famílias e contas a pagar. É um crime contra uma categoria que acredita na profissão, que investiu seu tempo, dedicou anos da sua vida e se preparou para fazer um jornalismo sério e comprometido com o interesse social.

Como é possível conciliar isso em um local onde o clima é de tensão, onde impera o medo da demissão e onde se estabelece uma competitividade entre os funcionários a ponto do clima de trabalho tornar-se insuportável e altamente precário? Como é possível falar em respeito ou independência, quando o que manda são os lucros obtidos das vendas de anúncio e não o jornalismo, doa a quem doer?

Para fazer o bom jornalismo é preciso valorizar os profissionais, responsáveis pela construção da notícia. Infelizmente, não é que o que se pode ver. E, nesse sentido, quem perde é o próprio povo paranaense que vê o jornalismo da maior emissora do estado atrelada a interesses puramente comerciais. Como se a RPCTV já não fosse uma empresa altamente lucrativa.

É bom que se diga que em nenhum momento o SindijorPR foi procurado para qualquer tipo de negociação sobre as demissões. Que apesar das nossas tentativas de conversa, jamais houve qualquer resposta da empresa.

Óbvio que o problema não ocorre só no GRPCOM. Uma série de outras empresas de comunicação do Paraná têm a mesma atitude e também precisam ser denunciadas como faz o Sindijor com a campanha do Demissômetro. Qualquer demissão de um jornalista tem que ser considerada como uma afronta a todos os jornalistas e ao jornalismo.

Diretoria SINDIJOR  

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