Motoristas e cobradores aceitam proposta e encerram greve

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A greve do transporte coletivo que atingia Curitiba desde quarta-feira (26) foi encerrada na manhã deste sábado (1º), depois que o sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) aceitou a proposta de reajuste salarial feita pela Justiça, que intermediou as negociações com a classe patronal.

De acordo com a Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), a situação do transporte coletivo se normalizou e 100% da frota de ônibus prevista para o sábado circula desde as 13h. Durante a manhã de sábado, mesmo com a greve, 68% da frota de ônibus esteve nas ruas.

Horários de segunda e terça

Durante o feriado de carnaval, o transporte coletivo da capital terá horários diferenciados. Na segunda-feira (3), os ônibus irão operar com horário de sábado. A frota nas ruas na terça-feira (4) terá horário de domingo, de acordo com a Prefeitura de Curitiba.

Os ônibus devem voltar a circular normalmente ao longo deste sábado, mas não há um horário definido para que isso ocorra. No sábado, 60% da frota opera. O Sindimoc informa que, após o almoço, comunicou a decisão ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-9) – havia prazo até as 15h para que isso fosse feito.

A decisão dos trabalhadores foi tomada em uma assembleia realizada na manhã deste sábado, na Praça Rui Barbosa, no centro de Curitiba. A reunião começou por volta de 10h30 e se estendeu por aproximadamente uma hora, com discursos dos dirigentes sindicais e com a votação dos trabalhadores. Segundo o sindicato, 1,2 mil cobradores e motoristas estiveram presentes na assembleia, cerca de 10% do total da categoria.

A proposta aceita foi feita pelo TRT-9 na sexta-feira e prevê, para cobradores e motoristas, reajuste salarial de 9,28% (5,26% INPC + 3,82%), abano salarial de R$ 300 e aumento de 10,5% no cartão alimentação, que hoje está em R$ 300. Inicialmente, a categoria havia pedido reajuste de 16% para motorista e de 22% para cobradores.

O Sindimoc diz que não ficou satisfeito com o aumento de R$ 30 no cartão alimentação e que irá manter negociações com o sindicato patronal para, até junho, mês de início da Copa do Mundo, elevar o índice de reajuste – o almejado é que o próximo aumento seja de R$ 67. Caso isso não ocorra, os trabalhadores ameaçam fazer uma nova greve, durante a realização da Copa.

A proposta teve o aval do governo municipal e do sindicato patronal, que também compuseram a mesa de negociações. A vice-prefeita, Miriam Gonçalves, que esteve presente na audiência conciliatória de sexta, disse que é o limite possível que o município pode assumir para por fim à greve. O governador Beto Richa anunciou, ainda na semana passada, que o subsídio será renovado pelo mesmo valor mensal do ano passado: R$ 5 milhões mensais.

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana informou, por meio de nota oficial, que “os problemas [ocasionados pela greve] foram contornados graças ao bom entendimento entre as partes envolvidas como poder publico, empresas e trabalhadores que têm como objetivo final atender a população com qualidade, disponibilizando um serviço eficiente e seguro”.

Quatro dias de greve

Neste sábado, a greve chegou ao seu quarto dia – caracterizando a paralisação mais severa dos transporte coletivo de Curitiba e Região nos últimos anos. No primeiro, quarta-feira, 100% da frota parou, contrariando a decisão de véspera da Justiça do Trabalho que pediu a manutenção de uma frota mínima na cidade. Na ocasião, o Sindimoc alegou que não tinha sido notificado oficialmente da decisão por isso não a cumpriria de imediato. Nos demais dias, a categoria foi obrigada a manter 50% do efetivo nos horários de pico e 30% nos demais períodos do dia.

Negociação

A audiência desta sexta foi a última realizada pelo TRT. Quanto aos dias de paralisação, a proposta da juíza aos empresários é que considerem como dia de efetivo serviço.

A primeira audiência de conciliação realizada entre as partes, na quarta-feira (26), a Justiça propôs um reajuste salarial de 10,5%. A proposta foi aceita pelos trabalhadores, em assembleia realizada nesta quinta, mas rejeitada pelas empresas. A reivindicação inicial dos grevistas era aumento de 16% para os motoristas e de 22% para os cobradores, além de um reajuste no vale-alimentação.

Na reunião quinta-feira, sem o acordo por parte do sindicato patronal, a magistrada que acompanha o caso Ana Carolina Zaina, reduziu o reajuste para 7,5%. Já os empregadores avançaram de 5,26% – índice equivalente à inflação acumulada – para 7,26%. A proposta, no entanto, foi recusada pelos trabalhadores, uma vez que o índice elevaria os salários dos cobradores de R$ 940 para R$ 1.009 e dos motoristas de 1.660 para 1.781. Na ocasião, O Ministério Público do Trabalho propôs aumento de 8,5% para motoristas e 10,5% para cobradores.

Crédito: Gazeta do Povo

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