Régis brilha na Ressacada e Chapecoense vence o Avaí na largada do hexagonal

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O torcedor do Avaí terá pesadelos com o camisa 7 da Chapecoense por um bom tempo. Em 15 dias, Régis fez mais gols na Ressacada do que qualquer atleta azurra em 2014. Na noite desta quinta-feira, assim como no último dia 23 de fevereiro, ele balançou a rede duas vezes e garantiu a vitória do time do Oeste por 2 a 0 na largada do hexagonal do Catarinense — foi o terceiro revés consecutivo do Leão, que ainda não venceu sob o comando de Paulo Turra e termina a primeira rodada na lanterna.

Se a torcida já não respirava otimismo, dois minutos bastaram para que os pouquíssimos avaianos na Ressacada (1. 873 torcedores) ficassem ainda mais preocupados. Foi o tempo necessário para a Chapecoense aproveitar a fragilidade da defesa adversária e sair na cara do gol defendido por Diego, que derrubou Régis quando o atacante se preparava para entrar com bola e tudo.Ronan Marques da Rosa assinalou a penalidade e o próprio camisa 7 não desperdiçou, colocando o time do Oeste em vantagem antes mesmo de o Leão conseguir acertar uma troca de passes.

A euforia de Gilmar Dal Pozzo à beira do gramado logo deu lugar à apreensão. Em um intervalo de cinco minutos, o técnico foi obrigado a fazer duas substituições: Fabinho Alves e Tiago Saletti deixaram o campo lesionados para as entradas de Neílson e Alemão. Fechada, a Chapecoense esperou o Avaí sair para o jogo e buscou explorar os contra-ataques.

A tática, ainda que manjada, surtiu efeito como de costume. Enquanto o Avaí abusou dos erros de passe e não conseguiu concluir com perigo uma vez sequer, a Chapecoense mostrou sua eficiência costumeira e ampliou a vantagem com mais um toque de categoria de Régis, aos 33 minutos, que encobriu Diego e recolocou o sorriso no rosto de Dal Pozzo.

O Avaí voltou diferente para a segunda etapa. Pelo menos na formação, com a entrada de Rafinha na vaga de Pará. Mas pouca coisa mudou na prática: o time seguiu errando quase tudo que tentava. Nem as entradas de Diego Jardel e Zangão provocaram alguma reação na equipe, que ouviu vaias do início ao fim da etapa complementar.

A Chapecoense, por sua vez, manteve o plano, não se expôs e ainda levou perigo em alguns contra-ataques. Régis nem precisou brilhar e esteve mais apagado do que no início. A chance de fazer o terceiro até apareceu, mas ele preferiu tentar o cruzamento ao invés de bater direto. Tudo bem, Dal Pozzo certamente não se incomodou com esse erro do artilheiro da Ressacada em 2014. Bem que o torcedor avaiano gostaria de ter o Régis no seu time.

FICHA TÉCNICA

AVAÍ (0)
Diego; Bocão, Antônio Carlos, Eduardo Neto e Pará (Rafinha); Eduardo Costa (Diego Jardel), Tinga, Cleber Santana e Marquinhos; Paulo Sérgio (Zangão) e Roberto.
Técnico: Paulo Turra

CHAPECOENSE (2)
Danilo; Fabiano, Rafael Lima, Tiago Saletti (Alemão) e Fabinho Gaúcho; Wanderson, Diones, Régis e Nenén (William Arão); Fabinho Alves (Neílson) e Tiago Luís.
Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Gols: Régis, aos 3 e aos 33 minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Diego (A), Eduardo Costa (A), Wanderson (C), Tinga (A), Diego Jardel (A)
Arbitragem: Ronan Marques da Rosa, auxiliado por Helton Nunes e Thiago Americano Labes.
Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis.
Público: 1.873 torcedores
Renda: R$ 19.227,00

DIÁRIO CATARINENSE

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