Em homenagem a Osmar Santos, ‘Gorduchinha’ é lançada em São Paulo

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SÃO PAULO – Ícone na cabine de rádio e eterno locutor da Rádio Globo, o narrador Osmar Santos agora terá um de seus bordões dentro de campo, sob os pés dos jogadores brasileiros. Nesta quinta-feira, a empresa de material esportivo Penalty lançou a bola ‘Gorduchinha’, em homenagem ao profissional de imprensa. O evento, realizado na Vila Madalena, em São Paulo, apresentou o produto ao som do famoso bordão “ripa na chulipa, pimba na gorduchinha”, uma das mais famosas frases do ex-radialista.

A ideia de batizar a bola da Copa surgiu nas redes sociais em 2012 e virou febre no Brasil. O nome ‘Gorduchinha’ soaria como uma homenagem a Osmar Santos, que se aposentou em 1994, depois de sofrer grave acidente de carro e perder alguns movimentos do corpo e a fala. Com o veto dos organizadores do Mundial, a torcida escolheu o nome Brazuca para a bola do torneio, fabricada pela Adidas.

Após o veto do nome para a bola da Copa, a Penalty teve a intuição, muito por causa do apelo popular que o nome ‘Gorduchinha’ recebeu entre os torcedores, e resolveu investir na ideia. De acordo com o CEO da empresa, Paulo Ricardo Oliveira, o projeto surgiu em 2013. “Resgatamos o projeto em outubro, já que a bola tem tudo a ver com o momento. Toda a campanha acontece por causa do Osmar, que é um ícone do esporte brasileiro”, disse.

Porém, o produto não teve apenas o objetivo de entrar no gosto popular devido ao seu nome. Com tecnologia de absorção de água, a bola foi aprovada nos testes de qualidade da Fifa e possui o selo da entidade. Por conta das inovações, o executivo da marca brasileira aproveitou para alfinetar a Brazuca. “Eles disseram que esta bola, a ‘Gorduchinha’, é a melhor do mundo. Não sou eu que estou dizendo isso, mas a Fifa”, afirmou o dirigente.

EM CAMPO
Um dia antes do lançamento oficial, a bola já estava rolando nos gramados. Quarta-feira, as duas semifinais da Copa do Nordeste foram jogadas com o produto da Penalty. Além dessas partidas, a bola, que é confeccionada na Bahia, também estará presente nos campos de 14 campeonatos regionais e nos jogos das séries B e C do Campeonato Brasileiro. O produto estará nas lojas ao custo de R$ 379.

Apesar das dificuldades na fala e também na locomoção, Osmar Santos era só sorrisos na apresentação da bola que leva sua frase. Em nome do radialista, o seu irmão e também locutor, Oscar Ulisses, da Rádio Globo, comentou sobre o projeto e a aceitação de Osmar Santos como padrinho do evento. “Dá para perceber que ele está feliz e isso é bastante importante para todos nós, porque a gente sempre teve em mente como o Osmar estaria depois do acidente. O Osmar adorou a ideia e espera que essa ‘Gorduchinha’ role muito por aí”, brincou o narrador.

Sem planos de voltar aos microfones, Osmar Santos não ficou parado após o acidente.  Depois de se recuperar, o locutor, que foi o narrador oficial do movimento Diretas Já nos anos 80, expressa sua alegria e ainda entusiasmo pelo futebol. “Hoje ele trabalha com pintura, vende os quadros que faz, dedica-se a esta atividade e vai às aulas. E para nós da família, isso vale muito”, disse Oscar Ulisses, que estava acompanhado de seu outro irmão, o também locutor esportivo, Odinei Edson.

CHUTEIRAS PIMBA
A produção da Penalty envolvendo Osmar Santos não deve parar na bola. Além dela, a empresa pretende expandir os bordões do ex-locutor para outros produtos. “Existe a intenção para que se tenha outros produtos como a chuteira ‘Pimba’, para combinar com a Gorduchinha. Mas isso não é uma coisa de curto prazo, porque por enquanto o que nós temos de concreto é a bola apenas”, revelou Paulo Ricardo Oliveira.

BIOGRAFIA
Para completar a festa e a homenagem a Osmar Santos, ainda neste ano, o narrador deverá ganhar uma biografia, escrita pelo jornalista Mauro Beting. Idealizador do livro, o jornalista afirmou que o projeto surgiu no auge da campanha da Gorduchinha na Copa. “Estávamos em um almoço, quando me pintou a ideia de fazer um livro sobre a vida do Osmar, contando a partir do acidente de carro, mas claro, falando também de sua trajetória.”

Para ajudar na produção do livro, Mauro Beting ganhará o auxilio de Victor Sá, que é filho de Osmar Santos e vai ser coautor do projeto. “Eu vou contar a história do Osmar, falando de sua trajetória profissional e o Victor vai escrever a partir do âmbito familiar. É um projeto que surgiu do nada e tem tudo para ser maravilhoso sobre o Pai da Matéria”, disse Beting.

Crédito: Estadão

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