COLUNA DO RAFAEL

CEB

API – Associação Paranaense de Imprensa

FATOS POLITICOS RECENTES

(e Análise da Conjuntura)

Convite:

Convidamos os Companheiros para o evento a seguir:

                   Conferência “Estratégia Nacional de Defesa”

                   Apresentação – General Ex. Túlio Cherem

                                         (Ex-Comandante Escola Superior Guerra)

                   Dia:               1º Abril 2014

                   Hora:             15,00

                   Local:            Instituto Histórico e Geográfico do Paraná

                                         (Rua José Loureiro, 43, Centro)

 

SUMARIO

Obama adverte europeus: cuidado com a lição dos cemitérios =/= Ajuste da nota de risco era previsto, avaliam mercados =/= Cenário desafiante na política interna, mas passou o marco civil da internet =/= Paraná: sucesso na economia e aperto nas finanças =/= Dois aniversários na semana: o movimento de 1964 e os 321 anos de Curitiba.

 

1. LIÇÕES DOS CEMITÉRIOS

 

OS FATOS

Após consumada a anexação do território da península da Criméia à Rússia (separada do país original, Ucrânia), o mundo espera o desenrolar de novos lances nessa escalada que começou com a queda do governo anterior da Ucrânia, passou pelo realinhamento da nova liderança do país com o Ocidente e a ação de força dos russos com a tomada da província. A Criméia já pertenceu ao Império Russo e só estava incorporada à Ucrânia há poucas décadas; por isso o caso foi mais ou menos tolerado como fato consumado. Mas se a Rússia mantiver pressão contra outras partes, vizinhas, do território ucraniano, crescerá o risco de crise com o Ocidente.

ANÁLISE

Foi nessa linha que o presidente Obama, ao participar de conferência na Holanda, conclamou os europeus a tomarem parte mais ativa na contenção do governo de Moscou. Para o líder dos Estados Unidos, os países da Europa devem elevar seus gastos militares para fortalecer a aliança ocidental, a OTAN, não podendo ignorar “as lições escritas nos cemitérios deste continente”. Em termos econômicos foi dado um primeiro passo: o FMI está anunciando uma ajuda econômica da ordem de 15 bilhões de dólares para atender às urgências da Ucrânia. Esse resgate deverá ter reforço dos próprios Estados Unidos para evitar que o novo governo resvale para o caos – o que favoreceria as pretensões russas de domínio.

2. NO BRASIL

A propósito, países que pretendem sustentar soberania no cenário internacional devem prover meios próprios ou em aliança para manter essa auto-determinação. Tema que será abordado na semana próxima pelo general Túlio Cherem, até recentemente comandante da Escola Superior de Guerra – em evento de iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, cf. convite oferecido na abertura deste Boletim.

3. NOTA PREVISTA

 

OS FATOS

A revisão da nota de classificação internacional do Brasil, promovida pela agencia Standard & Poor”s, não trouxe impacto de natureza imediata sobre os mercados porque já era prevista. Desde meados do ano passado o grupo norte-americano de pesquisa econômica havia acenado com essa oscilação, diante das perspectivas modestas da conjuntura atravessada pelo país. Como somente uma das três agencias principais procedeu ao ajuste – e mesmo assim mantendo o grau de investimento – o solavanco foi absorvido com danos reduzidos.

ANÁLISE

A expectativa, sinalizada pela própria S&P, é que o Brasil comece a promover mudanças para estabilizar a relação entre dívida e crescimento, num cenário de inflação controlada, ainda antes das eleições. Essas melhorias devem continuar no próximo ano, visando corrigir os pontos vulneráveis: melhoria dos indicadores fiscais e fortalecimento da política macroeconômica, com ênfase no tripé formado por meta de inflação, câmbio flutuante e superávit primário.

Para conseguir tais resultados cumpre ajustar o tamanho do Estado às possibilidades do país – segundo um economista ouvido a respeito.

4. RETRAIDO NA CONJUNTURA

 

OS FATOS

A semana trouxe, além do rebaixamento do “rating” brasileiro outros desafios para a gestão presidencial, com a expansão do noticiário negativo envolvendo a Petrobrás. Nessa conjuntura desfavorável o governo trocou pelo deputado Ricardo Berzoini a titularidade da Pasta encarregada das relações com o Congresso (transferindo a ministra Ideli Salvati para a área, vaga, de Direitos Humanos). Ainda adotou uma linha de blindagem, visando sobretudo preservar a prioridade dos preparativos finais para a Copa do Mundo de Futebol.

 

ANÁLISE

Mesmo confrontado com esse cenário desafiador o Palácio do Planalto contabilizou sucessos: a aprovação pela Câmara, do Marco Civil da internet e da MP 627 que tributa as operações de empresas multinacionais com origem de capital no Brasil. Tais leis são importantes para consolidar a inserção do país no mundo contemporâneo, dos negócios e da comunicação. É claro que os desafiantes da oposição – Aécio Neves e Eduardo Campos – se aproveitaram dos problemas enfrentados pelo situacionismo, porém sem maior repercussão junto a uma opinião pública ainda pouco antenada na disputa sucessória.

5. SITUAÇÃO APERTADA

 

OS FATOS

No Paraná a economia vai bem (cresceu 5%, o dobro da média nacional) mas as finanças estaduais continuam apertadas. O governo estadual acusa a Secretaria do Tesouro Nacional (Ministério da Fazenda) de retardar o exame das solicitações de financiamentos apresentadas pelo Estado – entre elas o montante de R$ 817 milhões de uma linha de suporte do Banco do Brasil patrocinada pela União ainda em 2012 como ação anti-cíclica diante da crise mundial. Através do Conselho de Desenvolvimento e Integração do Sul, formado pelos estados sulinos mais o Mato Grosso do Sul, pede ainda a aprovação do novo indexador para as dívidas estaduais renegociadas com a União no bojo do Plano Real.

ANÁLISE

Os recursos do programa Proinvest podem, afinal, ser liberados, apesar da mudança do cenário (com a deterioração das contas federais apontada pelas agencias de risco, conforme visto no item anterior). Porém a esta altura dificilmente o Palácio do Planalto se disporia a revisar o modelo de correção dos débitos pendentes dos estados – pelo menos neste ano.

Sobre esse e outros temas haverá apresentação do deputado Marcelo Almeida, até recentemente coordenador da Bancada Federal, nesta segunda, dia 31, em promoção do Movimento Pró-Paraná.

6. ANIVERSÁRIOS

 

OS FATOS

Dois registros históricos marcam a semana: amanhã, dia 29, a passagem dos 321 anos da fundação (oficial) da cidade de Curitiba. Na segunda, dia 31 de março, o cinqüentenário do Movimento de 1964, que ocasionou a ruptura política entre o governo anterior, de João Goulart e o ciclo autoritário iniciado pelo governo Castelo Branco.

 

ANÁLISE

Discorrendo sobre o transcurso do aniversário de Curitiba o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, Sérgio Povoa Pires, garantiu que a cidade entra em novo estágio de mobilidade, com o breve início das obras do metrô. A primeira linha ligará a região do Pinheirinho até o centro e, após, até o bairro do Cabral. Quanto ao período aberto em 1964 o ex-presidente Fernando Henrique avaliou que o Brasil precisa completar seu processo de institucionalização para garantir o sistema democrático. Entre tais evoluções o CEB defende uma reforma política para introduzir o voto distrital, de natureza mista mais a clausula de barreira (ou desempenho), que limitaria a representação partidária a líderes eleitos em correntes de opinião politicamente relevantes.

Rafael-de-Lala

Rafael de Lala,  jornalista e presidente da API.

Presidente da APIContato: (41) 3026-0660/9167-9233/9993-9268(Magda) – E-mail:  api1934@gmail.com

Site: www.associacaoparanaensedeimprensa.org

Rua Nicarágua, 1097 – Bacacheri – Curitiba/PR

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