LEOCÁDIO CONSUL

LEOCÁDIO CONSUL UM

CRAQUE INESQUECÍVEL, ELE

BRILHOU EM SANTA CATARINA

 

Zé Domingos

 

 

Com a homenagem prestada ao craque Leocádio Cônsul pela Confraria Amigos da Bola na segunda feira (07) recordei ter escrito uma série de textos sobre o destacado futebolista. Vou reprisa-los a seguir.

Em várias oportunidades fomos solicitados a indicar os melhores jogadores de futebol que vimos em ação e nas relações sempre citamos Leocádio Cônsul que vimos em inicio de carreira atuando pelo Operário Ferroviário de Ponta Grossa, demonstrando que ali estava surgindo um craque. Isto se confirmou com uma brilhante carreira. Vimos Leocádio em ação por várias equipes e sempre com atuações marcantes, altamente técnicas. Um baixinho bom de bola.

Como o presenciamos no inicio de carreira, também o fizemos no final e ele manteve o alto nível de qualidade. Quando de uma visita ao Memorial do Futebol, na Lapa, do companheiro Reginaldo Aracheski, Leocádio, lá estava e com ele batemos aquele papo. Ele informando estar trabalhando com escolinhas na sua cidade natal Mafra. Aliás, foi lá no Peri Ferroviário que ele começou a sua carreira. Em seguida foi contratado pelo Operário onde substituiu outro extraordinário jogador Alex que brilhou no Operário, Botafogo de Ribeirão Preto, Corinthians Paulista, equipes do interior paulista, Londrina e Água Verde, que também passou pela Seleção Paranaense. O mesmo aconteceu com Leocádio.

Fazemos estas alusões ao craque Leocádio Cônsul face o companheiro José Maria Pizarro (Zé Maria) ter me encaminhado um artigo divulgado pelo jornal “A Notícia” de Joinville em que são apresentados destaques em torno da carreira do nosso ídolo Leocádio Cônsul. Mesmo só tenha jogado num dos times de minha torcida o Palmeiras, sempre tive admiração pelo Leocádio daí citá-lo como idolo. Sempre admirei e aplaudi bons jogadores.

Na matéria do jornal catarinense a informação de que Leocádio Cônsul nasceu em Mafra, tem 68 anos e muitas histórias para contar.

PRIMEIRA –

Contemporâneo de Norberto Hoppe, do Caxias, Cavalazi, do Avaí, Idésio, do Marcilio Dias, Nilso e Madureira, do Metropol, só para citar alguns magos que fizeram brilhante carreira vestindo a reluzente camisa 9 nas décadas de 1.960/70, este baixinho de 1 metro e 70, minguados 71 quilos, sedutor, do drible curto, conhecia como bem poucos todos os atalhos da grande área e sem dar chutão era mortal na ultima bola.

Seu currículo é muito rico. Começou no Peri Ferroviário de Mafra, passou pelo Operário de Ponta Grossa, Londrina, Palmeiras, da dupla Dudu – Ademir da Guiae, em apenas três anos desembarcou na Ferroviária, de Araraquara, a época o grande time do interior paulista. Ficou dois anos balançando as redes no Paulistão e contratado a peso de ouro pelo Metropol de Criciúma, arrebentou no time dos Freitas conquistando em 1.969 em cima do América F.C.,  dentro de Joinville, o ultimo titulo estadual da vitoriosa trajetória do time criciumense.

 

O tópico relatado é o inicial da matéria em que Leocádio Cônsul é o destaque. Há um segundo em que é abordada a sua passagem pelo Coritiba e este vamos divulgar em outra matéria. Observamos citações sobre Norberto Hoppe e vimos este jogador atuar pela Seleção Catarinense em 1.962, era um craque, um atacante de alta qualidade técnica. Pertencia ao Caxias de Joinville. Naquele mesmo ano também observamos Leocádio jogando pela Seleção Paranaense, inclusive marcando um dos gols frente Santa Catarina disputado no Estádio Durival Brito e Silva, em dois de dezembro e vencido pelo Paraná por dois a zero. O outro gol foi de Valdemar contra. Na segunda partida em 9 de dezembro vitória paranaense por três a zero com gols de Luiz Carlos dois e Natal.

Depois o Paraná eliminou  a Bahia com empate de zero a zero em Curitiba e vitória em Salvador por um a zero gol marcado por Osni, lateral esquerdo. Depois a eliminação frente Minas Gerais, com duas vitórias dois mineiros por seis a um em Curitiba e quatro a zero em Belo Horizonte. Neste ano a Seleção Mineira ganhou o titulo do Campeonato Brasileiro de Seleções. Jogavam por Minas Gerais Marçal (goleiro), Wiliam, Procópio e Geraldino. Massinha, Hilton e Luiz Carlos. Rossi, Marco Antonio, Amauri e Ari. A maioria destes jogadores depois atuou em outros grandes clubes do país. Rossi esteve no Coritiba onde foi campeão paranaense, isto já no fim de carreira. O Coritiba chegou a demonstrar interesse em contratar Norberto Hoppe, mas ele preferiu uma proposta do Bangu e esteve algum tempo no time do Rio de Janeiro.

Pela Seleção Paranaense naquele ano estavam ao lado de Leocádio Cônsul – Dirceu e Paulista (goleiros – Arapongas e Ferroviário), Lara (Guarani de Ponta Grossa), Café (Água Verde), Nico (Coritiba), Osni (Arapongas), Fonti (Água Verde), Adamastor (Londrina), Zequinha (Londrina), Ariel (Ferroviário), Paraná (Ferroviário), Áureo (Londrina), Gauchinho (Londrina), Fernando Augusto (Ferroviário), Leocádio (Operário de Ponta Grossa), Natal (Guarany de Ponta Grossa) e Gijo (Arapongas).

Também mencionados Idésio, Nilso e Madureira, todos com passagem pelo Clube Atlético Ferroviário vindos do Metropol, onde foram grandes ídolos. Os três tiveram bons momentos no futebol paranaense, mas o que mais sucesso alcançou foi Madureira até hoje lembrado pelos torcedores do Ferroviário. Também lembrado por atleticanos já que jogou emprestado ao rubro negro num Torneio Roberto Gomes Pedrosa e marcou um gol antológico no Estádio Durival de Brito e Silva, onde arrancou da intermediária e passou por toda a defesa do Santos, inclusive o goleiro Cláudio. Isto aconteceu em 1.968.

A passagem pelo Coritiba e mais detalhes sobre Leocádio Cônsul em outro texto

 

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

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2 comentários sobre “LEOCÁDIO CONSUL

  1. Zé Domingos. Nada como a internet para localizar os amigos (velhos). Estou em Cuiabá (desde 1977) e sou jornalista aposentado, depois de ter parado de apitar futebol. Acompanhei a matéria sobre o Leocadio . Cheguei a bandeirar jogos em que ele participou. Tenho um site FUTEBOLPRESS.COM.BR leia uma coluna chamada MENINOS EU VI , onde conto fatos curiosos sobre o futebol. Abraços Orlando Antunes

  2. O goleiro é Marcial, não Marçal. A linha ofensiva da seleção mineira foi contratada pelo Comercial de Ribeirão Preto.
    Seleção Paranaense. Dirceu, Lara ,Nico e Osni. Zequinha (Mandaguari na época)..e Ariel
    Adamastor, Luis Carlos, Gauchinho, Natal e Gijo.. Tenho de memória. Na relação acima falta o Luis Caros do Londrina.
    .

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