“Eu nunca havia sido agredido em lugar nenhum no Estado”, diz Delfim

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Presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto Filho se preparava para acompanhar a final do Campeonato Catarinense no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis quando conversou com o Grupo RBS sobre as ocorrências no jogo Marcílio Dias X Atlético de Ibirama no sábado, em Itajaí. Agredido com um soco no rosto por um torcedor, ele explicou como foi atingido e lamentou a confusão que se abateu sobre o estádio.

– O carro já estava em movimento, ele veio por trás e me acertou no meio do rosto. Foi covardia, não tive chance de defesa. Xingamento contra o presidente acontece, mas eu nunca havia sido agredido em lugar nenhum no Estado – afirmou.

Delfim disse que estava se retirando do estádio no momento em que foi atingido porque esse é um costume que tem, para evitar o movimento na saída dos jogos, e afirmou acreditar que o torcedor que o atingiu – que acabou detido pela Polícia Militar – soubesse disso.

O carro do presidente da FCF também foi atingido por chutes e pedradas. O presidente do Marcílio Dias, Marlon Bendini, se ofereceu para pagar os prejuízos, mas Delfim disse que ainda não sabia as proporções:

– A diretoria do Marcílio não teve culpa – afirmou.

Ferido

O presidente da Federação cunsultou-se com um médico logo após o jogo e soube que não houve fratura, mas o resultado da agressão foi inchaço no rosto e um hematoma, bastante visíveis numa foto que a filha de Delfim, Bianca Peixoto, publicou no Facebook. No texto, ela se disse revoltada com a situação: “É revoltante (sic) essas agressões nos estádios e ainda maior ver meu pai sendo agredido por torcedores que não entendem que o presidente da FCF não tem culpa do que acontece em campo. Logo ele que sempre pregou a paz nos estádios”.

Delfim registrou um boletim de ocorrência em Balneário Camboriú, porque não queria voltar a Itajaí em meio à confusão. Nesta segunda-feira ele deve procurar o Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito.

Questionado sobre as providências que serão tomadas pela Federação, o presidente disse que caberá ao Tribunal de Justiça Desportiva decidir o que fazer, com base no relatório da arbitragem e da polícia. Na pior das hipóteses, o clube pode ter o estádio interditado.

Neste domingo a FCF já havia planejado apresentar uma faixa com os dizeres “Paz nos estádios” durante a final do Catarinense. Esse tipo de ação deverá ser reforçado, segundo o presidente.

Crédito: O Sol Diário

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