Passeio Público

PASSEIO PÚBLICO  CHEGA

NESTE DIA DOIS DE MAIO

AOS 108ANOS DE HISTÓRIA

Zé Domingos

         Entre as comemorações do dia dois de maio esta a passagem de aniversário do Passeio Público o primeiro dos parques de Curitiba. Felizmente hoje a capital paranaense é uma das cidades brasileiras com maior número de parques, todos bem cuidados, atraentes, verdadeiros cartões de visita da chamada “CIDADE SORRISO”.

O Passeio Público em sua história apresentou altos e baixos. Atualmente busca retorno aos seus melhores dias inclusive com a mobilização de alguns veículos de comunicação. Desde 2.010 tem se observado iniciativas para dar ao tradicional ponto o respeito que o mesmo merece, Teve momentos de glória com famílias ali se reunindo para passar feriados, sábados e domingos. As crianças eram levadas pelos pais para conhecerem os bichos e as aves. Para passeios pelo lago em botes e depois em pedalinhos. Os macacos em sua ilha uma atração especial.

Em meio as andanças pelo parque sorvete, pipoca, outras guloseimas e também uma fotografia no retratista chamado de lambe-lambe com aquelas máquinas em que para bater a chapa tinha que cobrir a cabeça com um pano. Quando a chapa era batida surgia um estouro que chegava a assustar algumas pessoas. O público vinha de todos os cantos da cidade, de localidades vizinhas e quem estava em Curitiba fazia questão de ir ao Passeio Público. Era um dos mais atraentes pontos turísticos de Curitiba. Com o passar dos anos foram surgindo alguns problemas e até hoje se estabelecem buscas para a recuperação dos melhores dias.

Durante anos funcionou ali o Restaurante Lá no Pasquale com grande frequência e visita de ilustres personalidades entre elas o ex prefeito e ex governador Jaime Lerner, tinha até mesmo a chamada mesa de Jaime Lerner que abordarei em outro texto deste espaço. Também durante anos funcionou no interior do Passeio Público isto nos idos dos anos 60 a Boite Tropical. O fato é que o Passeio Público tem nestes seus 108 anos  muitas histórias e estórias.

Como “piá curitibano” tenho muitas recordações do local quando estudava no Colégio Estadual sempre dava uma passada pelo Passeio e depois pela fábrica da gasosas Zanier que ficava em frente onde quando as garrafas eram refugadas a gasosa era dada aos meninos que chegavam por ali. No retorno dos jogos no estádio do Coritiba passagem pelo Passeio Público era obrigatória. Depois de adulto muitos almoços, especialmente feijoadas aos sábados, reuniões com amigos e após jogos reunião para comentários em torno da partida com aquela cervejinha esperta e àqueles petiscos.. Muitas recordações do Passeio Público.

Tudo isto aconteceu em função da iniciativa de Alfred D’Escragnolle Taunay, administrador da cidade que preocupado com a situação da região tomada por um banhado  e então teve ideia de colocar ali um parque. Para tornar a ideia realidade enfrentou vários desafios e só obteve sucesso em em face de participação decisiva de dois verdadeiros baluartes, moradores das imediações que colaboraram de todas as maneiras para a conclusão da obra. A verba municipal para a empreitada discutida pelos camaristas nunca era liberada e assim Ildefonso Pereira Correia e  Francisco Fasce Fontana empresários ervateiros abraçaram a causa.

Francisco além de doar o terreno foi o primeiro administrador do Passeio Público. O rio Belém que cortava a região foi saneado com avançadas obras de engenharia transformando-o num plácido lago que recebeu algumas canoas para o lazer dos curitibanos.

 Com certeza não há curitibano ou morador da capital paranaense que não tenha visitado o parque, que não relembre algum momento ali vivido. Por tudo o que representa faz parte da história de Curitiba.

Ótimo saber que ocorre uma movimentação no sentido do logradouro voltar a viver  bons tempos sendo novamente  um espaço com condições de freqüência por parte das famílias, dos turistas, do povo de bem em geral. O mais tradicional e antigo de nossos parques nos últimos anos foi tomado por pessoas de comportamento inadequado, marginais de todo tipo, prostitutas, caftens, enfim com diferentes desvios de conduta e os pais deixaram de levar seus filhos até o encantador e histórico local. Uma pena, algo inaceitável, agora a esperança de recuperação.

Até mesmo quando havia a presença de um posto da Policia Militar, no local a situação em determinados horários do dia era extremamente complicada. A Prefeitura de Curitiba, em boa hora investiu no Passeio Público e o revitalizou, mas os problemas não demoraram a voltar.. Agora talvez seja possível se voltar aos dias gloriosos dos finais de tarde, de aperitivo, de jantar, no então famoso e frequentadissimo restaurante do Pasquale. No mesmo restaurante a excelente feijoada aos sábados, com música brasileira ao vivo e a casa lotada, com filas se formando para acesso as mesas.

As famílias, as rodas de amigos, se reunindo já à partir das 10 horas  para saborear a caipirinha, o bom chope, vinho ou outras bebidas e aquela feijoada especial. Personalidades da cidade, jornalistas, radialistas, desportistas sempre presentes na casa simpaticamente dirigida pelo bom papo do saudoso João de Pasquale, que inclusive foi comentarista de futebol em emissoras de rádio e televisão, bem como treinador.

Passeio Público que aproximadamente há uns cinqüenta anos tinha em seu interior uma boate, a famosa Tropical, com lindas mulheres, shows, inclusive de strip-tease a grande sensação da época, música ao vivo com excelentes conjuntos. A casa era muito freqüentada e marcou época na noite curitibana.

Nos idos de 2.010 num das edições da Gazeta do Povo na coluna “ENTRELINHAS” era registro –

Quem tem ido ao Passeio Público garante que o espaço voltou a ser uma boa opção de lazer nos fins de semana. E um  lazer barato. Quem mora no centro não gasta nada. Quem vem dos bairros aproveita a passagem de um real aos domingos. O parque ainda abriga muitos animais, o que permite oferecer uma aula de zoologia aos filhos. As proibições de motos, bicicletas e animais (nem sempre cumpridas, é verdade) são uma tranqüilidade a mais.

Na época destacávamos – Esta nota nos trouxe felicidade quando a lemos e certamente a você que como nós quando garoto tinha como um dos pontos de visita o Passeio Público, também deve ter ficado alegre e deve estar satisfeito em saber que o antigo logradouro está bem cuidado e bem visitado. Lembramo-nos que quando vínhamos de Castro, para visitar os avôs maternos, uma visita obrigatória era o Passeio Público. Mamãe gostava muito de ir até lá observar os bichos e contar histórias prá gente. Era mesmo uma delicia.

Lamentavelmente após a revitalização, a reação para se restabelecer como referencia da cidade o Passeio Público voltou a cair e a ter problemas com uma frequência indevida. Agora repito com o apoio de alguns setores da sociedade e da imprensa se busca alternativas para que o Passeio Público volte a ter seus dias de glória como um dos pontos preferidos de Curitiba. Nestes dias várias promoções para tentar devolver o logradouro a comunidade que tão bem quer o Passeio Público.

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

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