José Carlos de Miranda

JoséMiranda(matéria))-RicardoBrejinski

PROFESSOR JOSÉ CARLOS DE

MIRANDA AVANÇA NO TEMPO

Zé Domingos

Dezenove de maio é a data de aniversário do professor José Carlos de Miranda e ao companheiro e amigo desejos de paz, tranquilidade, saúde enfim tudo de bom. Ao refletir de quando o conheci me leva a uma conclusão de que o tempo realmente é um dos grandes condutores e mestres de nossa vida.

Parece ter sido agora há pouco quando numa noite ao passar pela rua Monsenhor Celso notei os refletores da cancha do Centro Acadêmico Nilo Cairo dos estudantes de medicina acesos e curioso entrei para observar o que estava ali acontecendo.

Constatei ser uma rodada do campeonato citadino de futebol de salão esporte que conheci e pratiquei nos idos de 1.955 quando o mesmo impulsionado pelo radialista Milton Camargo Amorim e outros desportistas chegava a Curitiba com jogos sendo disputados no ginásio do Clube Atlético Paranaense na Baixada.

Fiquei ali assistindo parte de um jogo entre Comunicações que soube ser um time formado por militares do Exército componentes da Quinta Companhia de Comunicações e o time da Medicina formado por estudantes do curso de medicina da universidade Federal do Paraná onde jogava o Geraldo centro médio do Poti um dos meus ídolos quando da conquista do bugre galiciano na Primeira Divisão de Amadores de 1.955 no único titulo do clube dentro de sua gloriosa trajetória no futebol amador da capital. O time dos futuros médicos era muito bom, mas os dos militares era aguerrido, forte e com preparo físico.

Na equipe das Comunicações o ala da direita técnica não era um primor, mas marcava e batia bem. Batia bem em sentidos diversos como chutava forte e também nos adversário, pois não vacilava em se impor pela força e se o adversário fizesse uma graça corria o risco de receber uma entrada mais contundente. Soube ser seu nome Miranda. O time do Diretório Acadêmico Nilo Cairo – DANC era muito bom e ganhou a partir se não estou por quatro ou cinco a dois. Depois daquela noite seguidamente chegava até a cancha da Rua Monsenhor Celso onde normalmente eram realizados jogos as quartas e sextas feiras com três ou quatro partidas sempre com bons públicos. Havia excelentes equipes de futebol de salão na cidade. Isto aconteceu no final dos anos 50 começo dos anos 60.

Em 62 foi convocado para prestar o serviço militar e inicialmente estava designado para ir para a Policia do Exército no Rio de Janeiro, mas meu pai usando o “jeitinho brasileiro” conversou com o coronel Lenine seu conhecido e solicitou se possível que me livrasse do compromisso dizendo que eu trabalhava em rádio, estava estudando e a participação no Exército poderia me atrapalhar. O coronel pediu que papai João Dario Teixeira me encaminhasse ao QG para ver o que era possível fazer. Foi até lá e ouvi do coronel que me deixar de fora era impossível já que seria interessante para o Exército, mas que ficaria em Curitiba e como era radialista serviria na Quinta Companhia de Comunicações no bairro do Portão. Assim me apresentei na corporação e lá fiquei de dez para onze meses.

Ali conhecido o sargento Miranda o mesmo que tinha visto jogando futebol de salão e mais os irmãos Osni e Osório Pisante da Rocha que soube serem irmãos de Juquinha que brilhou como jogador de Britânia, Curitiba, Agua Verde e Seleto de Paranaguá formando a famosa al esquerda com Gauchinho, Wilson, Edson e Barbosa componentes da equipe do futebol de salão da companhia. Fui informado que o goleiro Pedrinho era policial militar e como não tinha um bom arqueiro nas Comunicações ele foi requisitado.

No quartel em face de ser radialista e comunicativo formei um bom relacionamento e nele um bom entendimento com o “durão” sargento Miranda. Ele sempre organizava as peladas no final do expediente e alguns soldados eram requisitados para completar as equipes, sempre estava entre eles. Como jogava relativamente bem foi convidado pelo sargento Miranda para jogar pelo Novo Mundo do futebol amador onde ele era um dos “manda chuva” já que era vice presidente, jogador e as vezes técnico.

Miranda por suas convicções politicas passou a ter problemas no Exército e como a revolução de 64 sofreu consequências terríveis de transferência para Bagé depois para Joinville, prisões até chegar a expulsão. Isto fez com que passasse por fases extremamente complicadas. Recordo que mesmo não tendo a mesma linha politica que ele, mas por amizade me posicionei a ser favor inclusive tentando desenvolver um movimento a seu favor, mas foi impossível leva-lo a frente. Foi alertado que deveria parar, caso contrário sobraria para mim também.

O fato é que a amizade foi se fortalecendo com o passar dos anos e mesmo politicamente tenhamos muitas vezes ideias diferentes o companheirismo está acima de tudo e nossas ligações através o futebol esporte que amamos nos uniram como dirigentes do Colorado e depois do Paraná Clube como presidente e vice com a reconquista do titulo estadual depois de nove anos e com a classificação para a Libertadores da América.

Volto aquela colocação em torno do tempo e insisto que parece ter sido ontem ou agora pouco quando chegava ao quartel do Portão para prestar o serviço militar e ali conviver diretamente com o então sargento Miranda recém formado pela Escola de Sargentos do Exército – ESA em Três Corações – Minas Gerais a terra da Pelé. Ele com 23 anos eu com 18 cheios de planos, de sonhos em alcançarmos sucesso em nossas atividades, mas tudo passa rapidamente, muito rápido mesmo e hoje Miranda chega aos 76 anos e eu já estou com 71.

Felizmente mesmo com altos e baixos, aliás, a vida é assim mesmo, vamos tocando e certamente os desafios e dificuldades enfrentados serviram para comemorarmos fortemente os bons momentos e certamente eles foram bem maiores que os ruins. Ninguém satisfaz a todos e o Miranda que depois de deixar o Exército com luta e desprendimento voltou para os bancos escolares para graduar-se como professor se tornou um excelente professor de português e mesmo com o seu jeito de ser, as vezes turrão, gozador ganhou respeito de alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET, do Colégio Guida Straub, do colégio dos judeus no Bom Retiro e outros estabelecimentos.

Um líder nato tanto que foi presidente por vários mandados da Associação de Funcionários do CEFET, vice presidente de vários setores e presidente do Colorado e do Paraná Clube. José Carlos de Miranda nascido na histórica Morretes em Porto de Cima, com passagem pela histórica Lapa e pela estupenda Curitiba é um homem que tem história e estórias também.

Ao chegar aos 76 anos tem muito o que contar e isto o faz importante, porque que não tem o que contar é porque nada fez e então não viveu. Professor, capitão Miranda que o tempo que corre tão rápido lhe dê saúde para continuar contando histórias e estórias por muitos anos. Mais uma vez saúde e tudo de bom. Neste sábado 17 muitos amigos foram até Porto de Cima – Morretes para cumprimenta-lo pela passagem de mais um ano de vida.

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

Rádio Barigui – AM – 1560 – Internet – www.radiobarigui.com – centraldetv.com.br – www.josedomingos.com.br – clicar Rádio Barigui, de segunda a sexta feira das sete as nove horas Comando da Manhã – No Mundo da Bola, telefones – (41) 3352-8686 – (41) 9972-0129 – e-mail – contato.josedomingos@hotmail.com

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s