MON recebe exposição de fotos de Frida Kahlo inédita no Brasil

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O Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, vai receber a partir de 17 de julho “Frida Kahlo – as suas fotografias”. A exposição reúne 240 fotos do acervo pessoal da artista e será exibida no Brasil exclusivamente no MON, a partir da próxima quinta-feira, às 20h, e segue até 2 de novembro.

São registros fotográficos da artista desde a infância, tiradas por dois fotógrafos profissionais de sua família – seu pai e seu avô materno. Há também momentos eternizados pela alemã Gisèle Freund e pelo húngaro Nickolas Muray, dois fotógrafos que conviveram com Frida por anos, além de fotografias tiradas pela própria Frida e por outras pessoas, imagens que a pintora gostava de guardar, olhar e se inspirar.

Para o curador da exposição, Pablo Ortiz Monasterio, “o acervo reflete de maneira clara os interesses que a pintora teve ao longo da sua tormentosa vida: a família, o seu fascínio pelo marido Diego Rivera e os seus outros amores, o corpo acidentado e a ciência médica, os amigos e alguns inimigos, a luta política e a arte, os índios e o passado pré-hispânico, tudo isso revestido da grande paixão que teve pelo México e pelos mexicanos”, conta.

A mostra é dividida em seis seções. A primeira retrata os pais da artista mexicana. Foram as numerosas imagens de seu pai, que fotografava a si mesmo em diferentes ocasiões, que deixaram uma marca permanente na pintora: o autorretrato.

A segunda seção destaca a Casa Azul, as primeiras poses de Frida para seu pai e as diversas reuniões que lá aconteceram. A Casa Azul é a residência que foi dos pais da pintora, no bairro de Cocoyacán, na Cidade do México, e que atualmente abriga o Museu Frida Kahlo, de onde vieram as obras desta exposição.

A terceira revela o lado íntimo da artista. Há imagens feitas, e estilizadas por ela, recortes fotográficos mutilados, dos quais Frida elimina ou elege alguns dos protagonistas. Os amores concentram-se na quarta seção. São fotografias de seus amigos mais próximos, familiares, alguns dos seus amantes e, principalmente, Diego Rivera.

A quinta seção traz um numeroso arquivo reunido por Frida, tanto pela qualidade visual, no caso das anônimas, como pelo seu valor, no caso das assinadas por grandes artistas. Nesta seção há desde cartões de visita do século 19 até retratos realizados por autores de destaque da história da fotografia e amigos pessoais. A sexta e última seção é dedicada às imagens relacionadas com as questões políticas.

A diretora cultural do Museu Oscar Niemeyer, Estela Sandrini, diz que é uma honra o MON ser o único espaço no Brasil a receber esta mostra. “O público poderá conferir de perto a intimidade de Frida, o olhar da artista sob outros olhares e sob seu próprio ponto de vista”.

FRIDA KAHLO – Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, conhecida como Frida Kahlo, nasceu em 06 de julho de 1907 em Coyoacan, no México.

Em 1925, aos 18, enquanto estudava medicina, sua vida mudou de forma trágica. Frida e o seu noivo Alejandro Gómez Arias estavam em um ônibus que chocou-se com um trem. Ela sofreu múltiplas fraturas, fez 35 cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama. Foi nessa época que ela começou a pintar freneticamente.

Frida sempre se autorretratou – suas angústias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido, o pintor e muralista mexicano mais importante do século 20, Diego Rivera, com quem se casou em 1929, e que ajudou Frida a revelar-se como artista.

Em 1939 fez sua primeira exposição individual, na galeria de Julien Levy, em Nova York, e foi sucesso de crítica. Em seguida, seguiu para Paris. Lá conheceu Pablo Picasso, Wassily Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Éluard e Max Ernst. O Museu do Louvre adquiriu um de seus autorretratos.

Em 1942, Frida e o marido começaram a dar aulas de arte em uma escola recém-aberta na Cidade do México. Após muitos altos e baixos, como três abortos e a relação amorosa rodeada por casos extraconjugais dos dois, seu estado de saúde piorou. Em 1950 os médicos diagnosticaram a amputação da perna e ela entrou em depressão. Pintou suas últimas obras, como ‘Natureza Morta (Viva a Vida)’.

Na madrugada de 13 de julho de 1954, Frida, com 47 anos, foi encontrada morta em seu leito. No diário, deixou as últimas palavras: ‘Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais.’

A ARTE – As obras de Frida possuem uma estética muito próxima ao surrealismo, com influência da arte folclórica indígena mexicana, cultura asteca, tradição artística europeia, marxismo e movimentos artísticos de vanguarda. Destacou-se ainda pelo uso de cores fortes e vivas.

Entre suas principais obras estão “Autorretrato em vestido de veludo” (1926), “O ônibus” (1929), “Frida Kahlo e Diego Rivera” (1931), “Autorretrato com colar” (1933), “Autorretrato como tehuana” (1943), “Diego em meu pensamento” (1943) e “O marxismo dará saúde aos doentes” (1954). 

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